C om o prazo para entrega da declaração de rendimentos alusiva ao ano de 2020 à porta, entre 1 de abril e 30 de junho de 2021, torna-se essencial descobrir como reduzir de forma significativa o montante a pagar ao fisco ou até conseguir a restituição de alguns valores. O reembolso de IRS em 2021 é variável em função de múltiplos gastos relativos ao ano de 2020, tais como despesas com saúde, educação, habitação, entre outros fatores.
Neste artigo deixamos 5 dicas úteis para receber mais dinheiro no seu próximo reembolso e partilhamos algumas informações essenciais acerca das taxas, deduções e benefícios para rendimentos declarados em 2020 (e quais os seus limites).
Tendo em consideração os benefícios fiscais existentes, resultantes das deduções do IVA em faturas, é imprescindível dedicar algum tempo a registar e validar faturas no portal E-Fatura.
As faturas deverão ser verificadas e classificadas por categoria. Caso algumas destas se enquadrem na sua atividade profissional é importante que tal fique devidamente identificado.
É muito importante, não só do ponto de vista da justiça fiscal, mas também para a sua carteira, continuar a pedir fatura depois de chegar ao teto relativamente baixo da categoria de despesas familiares. Tal irá permitir a devolução do IVA em diversos serviços.
Registar faturas não deve ser nunca uma atividade única ao longo do ano, realizada perto do final do seu respetivo prazo. Antes, fazer validações periódicas de faturas irá suavizar o investimento temporal na tarefa e aumentará as hipóteses de receber um reembolso no final do ano.
Pedir sempre fatura em todas as compras de bens e serviços, ao longo de todo o ano, preparando sempre o ano fiscal seguinte, é assim fundamental. Ao fim de contas, a chave para um maior reembolso no IRS é ter despesas de múltiplas categorias a entrarem para a contabilização.
O IRS é um sistema complexo e altamente variável. Apesar de ter já submetido as suas despesas e respetivas faturas, é imperativo fazer simulações.
Existem diversos simuladores online (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, Frederico Mesquita,etc) que permitem estabelecer cálculos precisos. No próprio website da Autoridade Tributária é possível prever o reembolso durante o período de entrega.
É importante concluir estas simulações esporadicamente para que não se depare com valores a pagar com os quais não contava.
Registar faturas não deve ser nunca uma atividade única ao longo do ano, realizada perto do final do seu respetivo prazo. Antes, fazer validações periódicas de faturas irá suavizar o investimento temporal na tarefa e aumentará as hipóteses de receber um reembolso no final do ano.
Pedir sempre fatura em todas as compras de bens e serviços, ao longo de todo o ano, preparando sempre o ano fiscal seguinte, é assim fundamental. Ao fim de contas, a chave para um maior reembolso no IRS é ter despesas de múltiplas categorias a entrarem para a contabilização.
A morada fiscal é a única equacionada em matéria de deduções. Aquando da entrega da declaração de rendimentos é essencial que esta informação se encontre atualizada, tanto em termos legais, como forma de impedir coimas dos 75 aos 375 euros por parte das finanças, mas também para benefício próprio.
Caso mude de casa, seja uma morada permanente ou temporária, é importante declarar sempre esta alteração daquela que é vista como a sua morada oficial.
Se falarmos das tais despesas dedutíveis no valor à coleta do IRS, nas quais se enquadram rendas, só irá receber reembolso caso viva oficialmente nesta morada e caso os recibos de renda estejam devidamente declarados no E-Fatura.
Todos os anos existe um período destinado a declarar alterações à duração do contrato (que em 2021 decorreu até 15 de fevereiro). Torna-se imperativo comunicar a duração do contrato de arrendamento para usufruir de benefícios fiscais.
Isto porque, para abater impostos relacionados com despesas de renda é necessário que a casa alugada tenha a clara finalidade de habitação permanente. Já o contrato de arrendamento deverá ser celebrado ao abrigo do Regime de Arrendamento Urbano ou Novo Regime de Arrendamento Urbano.
Alguns procedimentos simples permitem simplificar a situação familiar perante as finanças. Em primeiro lugar é essencial manter sempre o seu agregado familiar atualizado. Descurar esta informação poderá levar a penalizações fiscais, maiores taxas de impostos e deduções à coleta mais reduzidas, as quais acabam por reduzir significativamente a poupança.
Se o seu agregado familiar incluir dependentes, é importante recordar-se de que as despesas de educação não entram para as despesas familiares gerais (sendo este um erro comum). Torna-se essencial registar as faturas de bens escolares, como material e manuais adquiridos em meio escolar, em nome dos seus filhos e filhas. Desta forma serão dedutíveis as despesas de educação alusivas a dependentes.
Neste campo das despesas com filhos há muito a ser dito caso a caso. As famílias com estudantes a frequentar escolas no interior ou nas Regiões Autónomas têm tetos maiores para descontos (40% das despesas de Educação até 1000 euros). Ter em consideração estes aspetos é fulcral para a poupança.
Esta é uma solução não imediata, mas que pode começar já a equacionar no que diz respeito ao IRS 2022. Caso tenha alguma folga económica, investir num PPR é uma forma inteligente de colocar o dinheiro a render e obter benefícios fiscais a nível deste imposto.
A dedução situa-se nos 20% e existe um limite relacionado com a idade. Ao contrário do que se possa pensar, os PPR não são apenas adequados para cidadãos de meia-idade ou perto da reforma, obtendo os jovens melhores taxas de juros e benefícios fiscais.
Inúmeras despesas são equacionáveis no reembolso IRS, mediante diversas categorias. Estas caracteriza-se por diferentes limites de deduções:
Fonte: Zaask